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A saúde bucal da mulher merece mais cuidados: saiba em quais fases é preciso ter mais atenção!

As alterações hormonais, em diferentes etapas da vida, faz com que a mulher seja mais suscetível a determinados problemas bucais.



Elas escovam os dentes com mais cuidado, usam mais o fio dental e visitam o dentista com mais frequência que os homens. Esse, pelo menos, é o resultado da recente pesquisa realizada pelo Journal of Periodontology, que mapeou o comportamento de homens e mulheres relacionado à saúde bucal.


As alterações hormonais, em diferentes etapas da vida, faz com que a mulher seja mais suscetível a determinados problemas bucais.


E tem mais, mulheres são duas vezes mais propensas a ter feito check-ups odontológicos regulares, agendado o tratamento recomendado após esses check-ups e ter melhores indicadores de saúde periodontal (associada à gengiva). E apesar de serem mais cuidadosas, as mulheres têm mais propensão a apresentarem problemas relacionados à saúde bucal do que os homens. Um dos principais motivos disso são as alterações hormonais que elas sofrem ao longo da vida devido às questões reprodutivas deixam a boca mais suscetível a diversos problemas.


Durante toda a infância não haverá diferença na manutenção da saúde bucal de meninos e meninas. Mas, na adolescência, o cenário muda um pouco por conta das alterações hormonais sofridas por elas, tornando-as mais propensas a desenvolver a gengivite, por exemplo.

Mas é importante deixar claro que o problema ocorrerá com as meninas que não fazem uma higienização adequada. Por isso, na adolescência, é preciso reforçar as orientações quanto a dietas altamente cariogênicas (que propiciam a cárie), evitando excesso de refrigerantes, o tabagismo, entre outros cuidados como o estresse.


Nessa etapa da vida muitas meninas começam a utilizar o anticoncepcional, apontado em alguns estudos como um agente nocivo para a saúde bucal. No entanto, as recomendações são as mesmas, mantendo a higiene bucal adequada e as visitas regulares ao cirurgião-dentista que avaliará a presença e o desenvolvimento das doenças periodontais (gengivites e periodontites).

A gengivite em geral não dói, muitas mulheres só notam que têm o problema quando este já está em estado avançado. A melhor defesa é a cuidadosa higiene bucal diária com uma boa escovação e o uso de fio dental, e as consultas regulares com seu dentista. Outra questão importante é o fato de ser uma infecção causada por bactérias, estas podem entrar na corrente sangüínea e tornar-se causa de outras complicações como:


Problemas Cardíacos: Indivíduos com gengivite correm um risco maior de ter problemas cardíacos, com o dobro de possibilidade de sofrerem ataques fatais.

Derrame: Um estudo revelou a existência de uma relação causal entre infecções bucais e risco de derrame ou também conhecido como acidente vascular cerebral (AVC).

Diabetes: Os diabéticos são mais propensos a terem gengivite e nestes indivíduos é mais difícil controlar o açúcar no sangue. A gengivite pode ser um fator de risco para o diabético, mesmo em indivíduos com açúcar controlado.

Problemas respiratórios: Bactérias que se desenvolvem na cavidade bucal podem chegar até os pulmões e causar doenças das vias respiratórias, tal como a pneumonia, especialmente em pessoas que têm gengivite.

Resultados da gestação: As gestantes com gengivite podem estar mais propensas a partos prematuros ou terem bebês de menor peso ao nascer. A gengivite também pode aumentar o nível dos líquidos biológicos que estimulam o parto.


Cuidados específicos na gestação

Mulheres grávidas vivem diversas mudanças físicas, hormonais e emocionais durante a gestação. Essas alterações impactam a saúde bucal e por isso é necessário redobrar os cuidados. As gengivas ficam mais vascularizadas e sensíveis, podendo ocorrer a gengivite gravídica, pode ocorrer o aparecimento de cárie e outras doenças pela falta da higiene também ocorrem nessa fase. Outro problema recorrente é a Xerostomia (Boca Seca) e por isso, algumas mulheres sentem enjôo e por isso pararam de usar o creme dental na escovação, outras ainda reduzem a frequência da escovação ficando mais suscetíveis a diversos problemas.


Alterações na menopausa podem ser mais intensas

Outro momento em que as alterações hormonais podem influenciar a saúde da boca é a menopausa. Nessa fase, os sintomas costumam ser mais acentuados para algumas mulheres o que reflete na cavidade oral. Existem alguns problemas mais recorrentes nessa etapa como a xerostomia (boca seca). Essa secura na boca pode provocar mau hálito e também deixar a cavidade oral mais suscetível ao ataque de bactérias. Algumas mulheres ainda relatam a sensação de ardência nessa fase.

Para solucionar a xerostomia, Rada explica que o cirurgião-dentista costuma prescrever saliva artificial e outros produtos específicos como hidratantes bucais para minimizar o problema. Mais uma vez vale destacar a correta e reforçada higienização bucal e consultas frequentes ao profissional da odontologia.


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